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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores debate projeto do Executivo que cria a Empresa Municipal de Saúde (RIOSAÚDE)





Foto: Claudionor Santana




A Comissão Permanente de Higiene, Saúde Pública e Bem Estar Social da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, composta pelos vereadores Dr. Carlos Eduardo (PSB), Dr. Jorge Manaia (PDT) e Paulo Pinheiro (PSOL), realizou na manhã desta 5ª (04/4), audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 80/2013, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a criação da Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro (RIOSAÚDE). O Secretário Municipal de Saúde, Hans Dohmann, fez a apresentação do projeto de criação da empresa, que ficará vinculada à sua pasta.

Além dos parlamentares e do Secretário de Saúde, a mesa da audiência foi composta pelo Presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, e pelo Secretário Geral do Cremerj, Pablo Vazquez, que assim como os vereadores, criticaram a proposta governamental, considerada inconstitucional.

O plenário ficou repleto de profissionais da área da saúde, membros dos conselhos de saúde e usuários que defendem o sistema público de saúde e querem evitar a aprovação do projeto, entendendo que a empresa que o governo municipal quer criar tem a mesma estrutura da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBESERH), criada pela Lei Federal 12.550, de 15 de dezembro de 2011.
Embora se sustente na tese de que a sua criação tem por finalidade resolver os problemas enfrentados hoje pela rede pública de saúde, incluindo o déficit de médicos, a RIOSAÚDE poderá gerir as unidades a partir de regras da livre iniciativa, ou seja, visando o lucro. Assim, a produtividade terá prioridade em detrimento da qualidade dos serviços.

Veja o teor do projeto:

PROJETO DE LEI Nº 80/2013

AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A CRIAR A EMPRESA PÚBLICA DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO – RIOSAÚDE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a criar a Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro - RIOSAÚDE, com patrimônio próprio, sob a forma de sociedade anônima de capital fechado, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde - SMS, de duração indeterminada e com sede e foro na Cidade do Rio de Janeiro.

Parágrafo único. A Empresa reger-se-á por esta Lei, por seu Estatuto Social e pelas demais normas de direito aplicáveis.

Art. 2º A RIOSAÚDE terá por objeto social:

I – executar e prestar serviços de saúde;

II – gerir e prestar serviços de engenharia clínica, manutenção predial de unidades de saúde e demais serviços de apoio à saúde, incluindo desenvolvimento, suporte e execução de sistemas informatizados em prestação de serviços de saúde;

III – oferecer serviços de capacitação e treinamento na área de saúde em nível médio, graduação ou pós-graduação;

IV – desenvolver atividades de ensino, pesquisa e avaliação de evolução tecnológica e incorporação de novas tecnologias e soluções de prestação de serviço na área de saúde;

V – celebrar contratos, convênios ou termos de parceria com vistas à realização de suas atividades;

VI – exercer outras atividades inerentes ao seu objeto social, nos termos de seu Estatuto Social.

§ 1º Para o cumprimento dos seus objetivos sociais, poderá a RIOSAÚDE celebrar contratos de direito público ou convênios com o Município do Rio de Janeiro, inclusive no âmbito do Sistema Único de Saúde.

§ 2º Fica o Poder Executivo autorizado a delegar à RIOSAÚDE a gestão de unidades de saúde vinculadas à SMS.

§ 3º No desenvolvimento de suas atividades, a RIOSAÚDE observará as diretrizes e supervisão administrativa da SMS e os princípios da Administração Pública.


Art. 3º A RIOSAÚDE não poderá instituir qualquer tipo de cobrança ao público usuário pela prestação de serviços de saúde, garantido o acesso integral, universal e igualitário aos serviços de saúde.

Parágrafo único. É assegurado à RIOSAÚDE o ressarcimento das despesas com o atendimento de consumidores e respectivos dependentes de planos privados de assistência à saúde, na forma estabelecida pelo art. 32, da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998, observados os valores de referência estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Complementar.

Art. 4º A Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro não poderá transferir recursos a outras entidades ou empregar recursos para o desenvolvimento de atividades não compatíveis com as finalidades definidas no art. 2º desta Lei.

Art. 5º A RIOSAÚDE terá seu capital social integralmente subscrito e integralizado pelo Município do Rio de Janeiro.

Parágrafo único. A integralização do capital social será realizada com recursos oriundos de dotações consignadas no orçamento do Município, bem como pela incorporação de qualquer espécie de bens e direitos suscetíveis de avaliação em dinheiro.

Art. 6º Constituirão recursos da RIOSAÚDE:

I – dotações orçamentárias que lhe forem consignadas;

II – receitas resultantes das prestações de serviços que constitua objeto social da Empresa;

III – produto de operações de crédito, financiamentos ou repasses;

IV – receitas patrimoniais;

V – doações e subvenções;

VI – recursos provenientes de outras fontes.

Art. 7º Os orçamentos, programação financeira e demonstrativos contábeis da RIOSAÚDE obedecerão às normas instituídas em Lei para a Administração Pública Municipal, sem prejuízo de outros demonstrativos técnicos específicos que se façam necessários ao gerenciamento da Empresa.

Art. 8º A Empresa contará com os seguintes órgãos:

I – nas instâncias consultiva e deliberativa, com o Conselho de Administração;

II – na instância executiva, com sua Diretoria;

III – na instância de controle, com seu Conselho Fiscal.

Parágrafo único. O estatuto social definirá a composição, as atribuições e o funcionamento dos órgãos referidos neste artigo. 


Art. 9º O regime de pessoal permanente da RIOSAÚDE será o da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e legislação complementar, condicionada a contratação à prévia aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, observadas as normas específicas editadas pelo Conselho de Administração.

§1º A RIOSAÚDE organizará seu quadro de pessoal mediante plano de cargos, carreira e salários, conforme regulamento específico.

§2º Ressalvadas as hipóteses previstas no artigo 37, XVI, da Constituição Federal, fica vedada a acumulação de emprego na Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro com emprego ou cargo público na Administração Direta e Indireta dos Municípios, Distrito Federal, Estados e União.

Art. 10. A RIOSAÚDE estará sujeita à fiscalização do sistema de Controle Interno e do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro.

Art. 11. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


JUSTIFICATIVA
MENSAGEM N.º 13 de 12 de março de 2013.


Excelentíssimo Senhor Vereador Presidente

Excelentíssimos Senhores Vereadores da Câmara Municipal do Rio de Janeiro,

Dirijo-me a Vossas Excelências para encaminhar o Projeto de Lei, que “Autoriza o Poder Executivo a criar a Empresa Pública de Saúde do Rio de Janeiro – RIOSAÚDE e dá outras providências”.

O Projeto de Lei apresentado visa a enfrentar de forma sistêmica, estruturante e tempestiva aos grandes problemas remanescentes da atividade de prestação de serviços de saúde, os quais permanecem apesar dos avanços obtidos através dos esforços envidados por esta Administração.

Ao direito constitucional do cidadão brasileiro à Saúde corresponde o dever do Estado de zelar pela correta aplicação dos recursos que são investidos na área de Saúde. Isso pode se dar através de várias ações, dentre elas e principalmente, a partir de uma mudança estrutural, garantindo-se a tutela do Estado.

Esse desafio não é só do Município do Rio de Janeiro, mas sim de todo o sistema de saúde, que deve primar pela eficiência e qualidade dos serviços de saúde à população, in casu, através deste Projeto de Lei, da população carioca.

É importante ressaltar que o Município não está deixando de cumprir sua obrigação estatal. Antes, pretende criar, através da Empresa Pública de Saúde – RIOSAÚDE, uma atuação substantiva, ampla e afirmativa na prestação dos serviços, com qualidade, por intermédio de um quadro técnico integralmente contratado mediante a aprovação em concurso público. Este quadro técnico deve ser submetido a regimentos legais que privilegiem e reconheçam atuações e atitudes profissionais de alto valor técnico e contextualizado em necessário ambiente de Rede de prestação de serviços de Saúde.

Esse quadro técnico se subordinará ao regime celetista com remuneração compatível com os valores de mercado e com desempenho aferido a partir da implementação pragmática de mecanismos de avaliação desses profissionais, com foco na qualidade dos serviços.

Cabe ressaltar que esta proposta se alicerça sobre dois pilares fundamentais, voltados unicamente para o atendimento do interesse público, quais sejam: a garantia de que a empresa configure-se como uma instituição pública, financiada por recursos públicos, e a garantia de que suas ações assegurem o atendimento gratuito aos usuários do Sistema Único de Saúde.

A aplicação daqueles recursos públicos, evidentemente, estará subordinada às regras de licitação e da Lei de Responsabilidade Fiscal e será controlada pelos órgãos de Controle Interno e Externo.

Por fim, ressalto que proposta de descentralização em tela encontra precedentes no país, tais como a HCPA – Hospital das Clínicas de Porto Alegre, o GHC – Grupo Hospitalar Conceição, a EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e a HEMOBRÁS – Empresa Brasileira de Hemoderivados.

Implica destacar que a RIOSAÚDE será vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, que desta forma exercerá sobre a mesma o poder de tutela, definindo as diretrizes e bases de seu funcionamento, bem como o padrão de qualidade de atendimento a ser prestado ao cidadão.

Ao enviar a presente Mensagem, aproveito para solicitar, na forma do art. 73 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, a apreciação deste Projeto de Lei em regime de urgência e para renovar expressões de mais alta estima e apreço.

EDUARDO PAES 






Fonte: SINMEDRJ 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Prefeitura e Pastoral do Menor lançam projeto Passaporte da Cidadania



Terá início hoje em Copacabana o projeto Passaporte da Cidadania, que disponibilizará um ‘ônibus digital’ como veículo de reinserção social de crianças e jovens em situação de rua, principalmente os usuários de crack. O equipamento itinerante, dotado de tecnologia da informação e a cultura digital, entra em ação na manhã desta terça-feira na Praça Serzedelo Correia, esquina com a Rua Hilário de Gouveia, em frente à 

Paróquia Nossa Senhora de Copacabana. A atividade contará com a presença do arcebispo do Rio de Janeiro, Prefeitura e Pastoral do Menor lançam projeto Passaporte da Cidadania Dom Oranir Tempesta, e conselheiros da Pastoral do Menor. A Secretaria de Ciência e Tecnologia adaptou o seu projeto Casas Rio Digital e dotou o ônibus itinerante com uma sala com 10 computadores, impressora, projetor e telão para acesso à internet, cursos e exibição de vídeos. As aulas terão sua metodologia pedagógica voltada para a realidade da população de rua. A meta inicial é atender, em um período de dois anos, cerca de 200 pessoas e suas famílias. Página 133

Fonte: D.O. 

Espero que esse projeto chegue a Sona Oeste!

terça-feira, 26 de março de 2013

Desenvolvimento Social inicia projeto ‘Cuidar de Quem Cuida’




A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social inicia o projeto ‘Cuidar de Quem Cuida – Trocando Idéias’, com uma série de workshops visando à valorização e motivação dos profissionais que trabalham nos 47 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) do município. O primeiro encontro hoje, a partir das 8h, no Clube Campestre, em Santa Cruz, terá a participação de toda a equipe do Cras Betty Friedan, integrante da 10ª Coordenadoria de Assistência Social da cidade. Organizado pela Subsecretaria de Proteção Social Básica, o projeto promoverá oficinas de caráter motivacional, cujo principal objetivo é fortalecer as relações interpessoais entre os 1.300 profissionais dos Cras. Até o final do mês de agosto, todos os assistentes sociais, psicólogos, agentes comunitários, pedagogos e demais funcionários das unidades de Proteção Social Básica terão participado dos encontros. Em 2012, a rede atendeu aproximadamente um milhão de pessoas em situação de vulnerabilidade social em todas as regiões do município. Página 144

Fonte: D.O. M.R.J.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ministério da Saúde e Fundação Gates financiam estudo sobre prematuridade




Também podem participar projetos de produtos para prevenir, detectar ou cuidar de bebês prematuros



Da redação do Jornal da Saúde
com informações do Blog da Saúde

Nesta terça-feira (26), o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Fundação Bill & Melinda Gates abriram o edital de pesquisa Grandes Desafios Brasil: Prevenção e Manejo dos Nascimentos Prematuros. Serão investidos R$ 16 milhões em estudos inovadores que visem melhorar o cenário da prematuridade no Brasil: compreender mecanismos biológicos que contribuem para o nascimento prematuro e possam indicar tratamento para aliviar suas consequências.

Também podem participar projetos de produtos para prevenir, detectar ou cuidar de bebês prematuros; e estudos que promovam mudanças de comportamento em relação a esta questão. Candidatos podem se inscrever até 7 de maio. Poderão se candidatar, além da comunidade científica e acadêmica (detentores de titulação de mestrado e doutorado), jovens empreendedores, empresários da iniciativa privada com fins lucrativos e organizações não governamentais.

O anúncio do edital foi feito nesta terça-feira (26), no Rio de Janeiro, durante a VII Conferência da Rede Global de Academias de Ciências (IAP), que acontece no Hotel Rio Othon Palace desde domingo, e reúne a comunidade científica internacional. O tema do evento é Ciência para a Erradicação da Pobreza e o Desenvolvimento Sustentável.

Assinada em abril do ano passado, a parceria visa apoiar a pesquisa e a inovação em áreas de interesse comum, como vacinas, nutrição, saúde materno-infantil e controle de doenças infecciosas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Praia para todos! Você pode ajudar!




Heey, muito calor por aí??
Só uma praia pra refrescar, não é??
Então, já ouviu falar no projeto Praia para Todos?

O Praia para Todos tem como principal objetivo promover a acessibilidade das praias cariocas à pessoas com deficiência e oferecer a inclusão social através do esporte e lazer, e você pode ajudar!
Seja como voluntário, com doações ou ... comprando uma rifa e ainda concorrer ao sorteio de uma linda cesta de páscoa!

Pensando em como ajudar no projeto, estamos passando uma rifa para arrecadar dinheiro para a compra da Cadeira Anfíbia, onde é realizado o banho de mar assistido.
Uma cadeira dessa custa em torno de R$1.500 e você pode ajudar, com apenas 3 REAIS por rifa!!!
Serão sorteadas 2 cestas, no dia 25/3/13.
Quer ajudar?

Fale com agente:
Carla Pedron, Gabriel Martins, Jullyana Rodrigues (jurjmacedo@gmail.com), Leidiane Santos ou Leticia Corrêa (leticia.amaral@live.com).
(2º período de Fisioterapia - IFRJ/Realengo)

Quer saber mais sobre o projeto?

http://praiaparatodos.com.br/

https://www.facebook.com/PraiaParaTodos

sábado, 12 de janeiro de 2013

Seleção de projetos para DST/aids e hepatites virais vai até 15 de janeiro



Seleção de projetos para DST/aids e hepatites virais vai até 15 de janeiro

O prazo final para envio de propostas é 15 de janeiro de 2013.



Da redação do Jornal da Saúde
com informações do Blog da Saúde

Eventos nacionais e regionais nas áreas de aids, outras doenças sexualmente transmissíveis e hepatites virais podem participar de seleção para financiamento de projetos. Podem inscrever propostas organizações não governamentais especializadas, com experiência mínima de três anos de atuação no segmento. O prazo final para envio de propostas é 15 de janeiro de 2013. Serão destinados R$ 2 milhões para a iniciativa.

Serão priorizados eventos que discutam um ou mais dos seguintes temas:
Prevenção das DST/aids e hepatites virais;
Inovações no campo da promoção de saúde;
Promoção de direitos humanos, redução do estigma e da discriminação às pessoas vivendo com HIV/aids e portadores de hepatites virais;
Prevenção e promoção de saúde para populações em situação de maior vulnerabilidade às DST/HIV/aids e às hepatites virais;
Incentivo ao aumento da cobertura da testagem para diagnóstico precoce e prevenção da transmissão vertical do HIV;
Prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST), com ênfase no incentivo à prevenção da sífilis na gestação (gestante e parceiros);
Protagonismo e participação social de pessoas vivendo com HIV/aids e portadores de hepatites virais.


A iniciativa é do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O resultado da seleção técnica será divulgado até o dia 21 de fevereiro de 2013.

Fonte: http://www.canal.fiocruz.br

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Faperj investe R$ 2,5 milhões em tecnologia da informação



                                                                     Financiar projetos inovadores voltados para o desenvolvimento da tecnologia da informação, de modo a contribuir para o crescimento econômico e social fluminense. Com esse objetivo, a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) está investindo R$ 2,5 milhões no lançamento da terceira edição do edital Apoio ao Desenvolvimento da Tecnologia da Informação no Estado do Rio de Janeiro – 2012. Lançado na quinta-feira (5/7), o edital é dirigido a empresas brasileiras sediadas no Estado do Rio de Janeiro, sociedades cooperativas, inventores independentes e empreendedores individuais.



As propostas submetidas devem buscar desenvolver soluções novas e criativas; evidenciar relevância imediata para a sociedade; apresentar potencial para impacto econômico; ou realizar teste-piloto ou produção de protótipo, abordando um dos vários temas definidos do programa, como apoio a processos de inclusão digital de comunidades, rurais ou urbanas menos favorecidas; implementação, ampliação e manutenção das redes públicas gratuitas de acesso à internet; desenvolvimento de aplicações (programas) relevantes para plataformas públicas; desenvolvimento de equipamentos de baixo custo para redes, computadores e periféricos; desenvolvimento de tecnologias para garantir a segurança, disponibilidade, integridade, confidencialidade e autenticidade no armazenamento e transmissão de informação em ambientes públicos ou pouco confiáveis; aplicações da tecnologia da informação à área médica (diagnóstico e terapêutica); e convergência digital.



Os R$ 2,5 milhões disponibilizados pelo edital poderão financiar despesas de capital, como a aquisição de material permanente e equipamentos, e despesas de custeio, entre as quais se enumeram materiais de consumo; reformas e adaptações de infraestrutura e instalações; serviços de terceiros (pessoas físicas e jurídicas) com caráter eventual para a manutenção de equipamentos e material permanente, para a realização de reparos e adaptações de bens imóveis, e para a contratação de licenças de softwares (até o máximo de 30% do montante solicitado em despesas de custeio); diárias e passagens, até o limite de 10% do montante solicitado em despesas de custeio (desde que compreendam despesas necessárias para o desenvolvimento do projeto); despesas de importação (até o limite máximo de 18% do valor do bem importado). Os recursos solicitados para cada projeto não poderão ultrapassar R$ 250 mil e serão pagos, no caso de proposta contemplada, em duas parcelas.



O prazo para submissão de propostas é até 30 de agosto. A divulgação dos resultados preliminares deverá ocorrer a partir de 10 de outubro. A novidade deste edital refere-se à entrega da documentação impressa: apenas os proponentes das propostas pré-qualificadas deverão entregá-la, até o dia 1º de novembro. Os resultados devem ser divulgados a partir de 14 de novembro.



terça-feira, 26 de junho de 2012

Oficina dá início a projeto de cooperação com a França



                                                           Em meados de junho, a delegação de especialistas franceses – vinculados à Escola de Altos Estudos em Saúde Pública da França (EHSP) e a um centro hospitalar francês – participou de oficina de trabalho com dirigentes e pesquisadores da ENSP, do IFF e do Ipec, além de representantes da Presidência da Fiocruz e do Ministério da Saúde com o objetivo de debater temas centrais relacionados ao desenho e à adoção de ações para a transformação de duas unidades da Fiocruz em institutos nacionais de saúde. A visita dá início ao acordo de cooperação internacional entre a ENSP e a EHESP, firmado em novembro de 2011 no campo da gestão hospitalar, com o intuito de apoiar e colaborar com a Fiocruz, em particular com o IFF e o Ipec, no processo de implementação do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, do Adolescente e da Criança e do Instituto Nacional de Infectologia.

Em dezembro de 2010, o Ministério da Saúde assinou portaria de criação dos dois institutos nacionais a partir de mudanças no Instituto Fernandes Figueiras (IFF) e no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), duas unidades técnico-científicas Fiocruz. Em 2011, o VI Congresso Interno da Fiocruz, ao aprovar o Plano Quadrienal da instituição, incluiu a criação dos dois institutos nacionais dentre os seus macroprojetos. Tendo em vista a complexidade e a importância destes projetos no âmbito da Fiocruz e do SUS, a Escola francesa e a ENSP elegeram  como  eixo principal das atividades de cooperação o apoio ao processo de formulação e desenvolvimento desses institutos.

O primeiro passo desta cooperação ocorreu durante a visita de uma delegação de professores da EHSP à ENSP/Fiocruz no fim de 2011, quando houve a oportunidade de conhecer as unidades, debater a razão de ser da proposta e delinear um programa de atividades de cooperação entre as escolas. Este processo envolveu professores da ENSP, dirigentes dos institutos e representantes da Presidência da Fiocruz. Desde então, a proposta de trabalho da cooperação vem sendo debatida e detalhada pelas duas instituições.

De acordo com o pesquisador da ENSP Francisco Braga, coordenador da cooperação internacional do lado brasileiro, o papel da Escola consiste em apoiar a Fiocruz e, particularmente, o IFF e o Ipec, com vistas ao desenho e à implementação dos institutos nacionais. “Essa colaboração deve ocorrer no âmbito do debate do papel desses institutos no SUS, na formulação do sistema de governança e do sistema de gestão a ser adotado pelos institutos e também no planejamento da condução desse processo de mudança, de conversão do IFF e do Ipec em institutos nacionais. Uma vertente importante dessa colaboração consiste na formulação de uma estratégia e de um programa de qualificação dos futuros dirigentes dos institutos”, explicou o pesquisador, que também é vice-diretor de Desenvolvimento Institucional e Gestão da ENSP.

De acordo com François Langevin, pesquisador da Escola de Altos Estudos em Saúde Pública (EHSP) da França e coordenador da cooperação técnica do lado francês, a cooperação está dentro da área de planejamento e é uma oportunidade de aproximação da EHSP com a Fiocruz. Segundo ele, no desenho dos institutos nacionais está previsto o compartilhamento de recursos, como equipamentos e espaços físicos. “O objetivo é gerar economia de escala e sinergia, com foco na melhoria do atendimento ao cidadão”, resume François. Também fizeram parte da comitiva francesa o diretor-geral do Centro Hospitalar Universitário de Montpellier, Philippe Damy, e o professor da EHSP responsável pelo programa de formação de diretores para os hospitais públicos franceses, Philippe Marin.

A ideia central do projeto é o fortalecimento das duas unidades da Fiocruz, que já são unidades de referência em suas respectivas áreas. Carlos Maciel, diretor do IFF/Fiocruz, explica que até 2017 os dois institutos já deverão estar funcionando no antigo estande de tiro do Exército, localizado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, ao lado do Jardim Zoológico. “Não se trata da fusão dessas duas unidades da Fiocruz, mas de união. A ideia é compartilhar recursos, dando maior dimensão à pesquisa, ao ensino e à assistência. Hoje, não temos mais como crescer, como vem acontecendo com a demanda. E juntos os dois institutos conseguirão mais recursos”, destaca. No novo desenho, os dois institutos poderão compartilhar a central de esterilização, farmácia, laboratórios, como o de patologia clínica, rouparia etc. “Isso é a chamada economia de escala”, ressalta.

A expectativa em relação aos novos institutos nacionais é grande. Para a diretora do Ipec, Valdilea Goncalves Veloso dos Santos, a cooperação com a França contribuirá para ampliar o aprendizado do Ipec em relação à gestão. “Até a mudança dos institutos para a Quinta da Boa Vista, poderemos avançar na formação de quadros para enfrentar os novos desafios que vem pela frente. Teremos um corpo técnico mais apurado para gerir a nova realidade. Nosso contato com a França vem de longa data na área de pesquisa. Agora, vamos aprender a gestão”, ressalta a gestora.

A Escola de Altos Estudos em Saúde Pública (EHSP) da França é uma instituição ligada ao Ministério de Assuntos Sociais e ao Ministério da Educação do governo francês. A instituição tem diversas atribuições, sobretudo na formação dos quadros de saúde pública para o governo francês. Também desenvolve atividades de pesquisa e começa a ter cursos stricto sensu em parceria com universidades francesas.

Os próximos passos do acordo de cooperação incluem a visita de uma delegação brasileira com representantes da Presidência da Fiocruz, professores da ENSP, dirigentes do IFF e Ipec à EHSP e a centros hospitalares franceses, visando conhecer a organização e o funcionamento de instituições similares aos futuros institutos brasileiros; compartilhar o processo de andamento do projeto de constituição de institutos nacionais; debater experiências e abordagens pedagógicas de formação no campo hospitalar; e iniciar a organização de Colóquio, a ser realizado no Brasil. A visita deverá ocorrer no fim de agosto, e o colóquio em novembro de 2012.

O projeto de cooperação entre a ENSP e a EHSP terá seu escopo de ação ampliado em breve com a retomada das atividades associadas ao processo de acreditação acadêmica dos centros formadores no país.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Editais JCNE e CNE dispõem 21 milhões para projetos


                                                                              Com recursos de pouco mais de R$21 milhões, os programas mais concorridos da Faperj – Cientista do Nosso Estado (CNE) e Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE) – concederão 240 bolsas para novos projetos. Ambos estão sendo lançados nesta quinta-feira, 12 de abril, com prazo de submissão de propostas estendido até o dia 5 de junho, no primeiro caso (JCNE), e até o dia 14 de junho, no caso do CNE. Os resultados têm divulgação prevista para agosto.

Em sua edição 2012, ambos os editais mantêm suas principais características. Também denominados como bolsas de bancada para projetos (BBPs), os dois programas se destinam a financiar, durante 36 meses, o desenvolvimento de projetos coordenados de pesquisadores com vínculo empregatício em instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado do Rio de Janeiro.

No caso do Jovem Cientista do Nosso Estado, o programa conta com um orçamento de R$9.072 milhões, com os quais serão financiadas 120 bolsas com valor mensal de R$2.100. Os candidatos ao JCNE devem ter grau de doutor obtido há menos de dez anos, boa produção científica e histórico de formação de recursos humanos. O proponente também deve contar com pelo menos uma orientação de mestrado ou doutorado concluída, não sendo consideradas coorientações ou orientações em andamento, e uma orientação de mestrado ou doutorado em andamento, não sendo consideradas coorientações. É necessário, ainda, que o proponente tenha obtido financiamento de agências de fomento nacionais, estaduais ou internacionais, pró-reitorias, fundações e empresas públicas ou privadas.

Durante os anos de vigência da bolsa de bancada, os pesquisadores contemplados devem desenvolver pelo menos três atividades científicas/tecnológicas (palestra, curso, exposição etc.) em escolas públicas (níveis fundamental ou médio) fluminenses. Os proponentes também não poderão ter solicitado da Fundação outro auxílio com idêntica finalidade, como o Auxílio à Pesquisa (APQ 1).

Com prazo para submissão de propostas estendido até 5 de junho, a entrega da documentação impressa da proposta deve ser feita até o dia 12 do mesmo mês. A divulgação dos resultados está prevista para acontecer a partir de 16 de agosto.

Voltado ao financiamento de projetos coordenados por pesquisadores de reconhecida liderança em sua área, com vínculo com centros de pesquisas, universidades ou  instituições de ensino e pesquisa fluminenses, o programa Cientistas do Nosso Estado conta com orçamento de R$12.096 milhões para financiar as 120 bolsas com valor mensal de R$2.800. Além do grau de doutor e produção científica de qualidade, compatível com o nível de pesquisador 1 do CNPq, especialmente nos últimos cinco anos, também é preciso que o proponente tenha ao menos uma orientação de doutorado concluída, não sendo consideradas coorientações ou orientações em andamento, e uma orientação de doutorado em andamento, não sendo consideradas coorientações. Assim como no Jovem Cientista do Nosso Estado, é necessário que o proponente já tenha obtido financiamento para pesquisas por meio de agências de fomento nacionais, estaduais ou internacionais, pró-reitorias, fundações e empresas públicas ou privadas. Outra exigência do programa é para que os pesquisadores contemplados desenvolvam, em cada um dos anos de vigência de suas bolsas, pelo menos uma atividade científica/tecnológica (palestra, curso, exposição etc.) em escolas públicas fluminenses.
 

Não são elegíveis, em nenhum dos dois editais, pesquisadores que recebam bolsas de pós-doutorado de qualquer agência de fomento ou fundação, bem como professores visitantes ou que tenham vínculo temporário com instituições de ensino e pesquisa, ou pesquisadores contemplados nos editais Cientista do Nosso Estado – 2010 e 2011 e Jovem Cientista do Nosso Estado– 2010 e 2011. Também não são elegíveis pesquisadores apoiados no edital Jovem Cientista do Nosso Estado  2009 que não comprovem pelo menos três atividades científicas/tecnológicas (palestra, curso, exposição etc.) em escolas públicas (níveis fundamental ou médio) sediadas no estado do Rio de Janeiro dentro dos anos de vigência da bolsa de bancada.
Para inscrever projetos, os interessados terão até o dia 14 de junho. A entrega da documentação impressa da proposta deverá ser feita até o dia 22 do mesmo mês e a divulgação dos resultados está prevista para acontecer a partir de 16 de agosto.
Confira a íntegra do edital Jovem Cientista do Nosso Estado.
Confira a íntegra do edital Cientista do Nosso Estado.

 
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