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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Vacina tríplice viral








O que é a vacina tríplice viral

vacina tríplice viral é uma combinação de vírus vivos atenuados contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, apresentada sob a forma liofilizada, em frasco-ampola com uma ou múltiplas doses. Todos os três componentes desta vacina obrigatória são altamente imunogênicos e eficazes, dando imunidade duradoura por praticamente toda a vida. A proteção inicia-se cerca de duas semanas após a vacinação,


Doenças que a vacina tríplice viral previne.
Vacina tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola devem ser prevenidas também na fase adulta




O sarampo é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus. A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países do terceiro mundo. No Brasil, graças às sucessivas campanhas de vacinação e programas de vigilância epidemiológica, a mortalidade não chega a 0,5%. A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, respirar ou falar.

A caxumba é uma doença contagiosa que provoca o inchaço doloroso das glândulas salivares. A caxumba é causada por um vírus, que se dissemina de uma pessoa para outra através de gotículas respiratórias (por exemplo, ao espirrar) ou por contato direto com itens que foram contaminados pela saliva infectada.

A rubéola é uma infecção na qual há erupção na pele. Na chamada rubéola congênita, a mulher grávida é infectada com rubéola e passa a doença para o bebê dentro do útero. A doença é causada por um vírus disseminado pelo ar ou por contato próximo. Uma pessoa com rubéola pode transmitir a doença a outras pessoas desde uma semana antes do início da erupção até uma a duas semanas depois do seu desaparecimento.

Como a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) é aplicada para a maioria das crianças, a rubéola é muito menos comum atualmente. Praticamente todos os que recebem a vacina são imunes à rubéola. Imunidade significa que o organismo desenvolveu uma defesa contra o vírus da rubéola. Em alguns adultos, a vacina pode perder a eficácia e não protegê-los completamente. É recomendado às mulheres que podem engravidar e a outros adultos receber uma dose de reforço.

Indicações da vacina


A vacina está indicada a partir dos 12 meses. Recomenda-se a aplicação aos 15 meses, juntamente com o primeiro reforço da vacina tríplice bacteriana e da vacina contra a poliomielite.


Grávida pode tomar essa vacina?


Para as grávidas, a contraindicação só perde lugar caso ela esteja sob risco de exposição a alguma doença.

Doses necessárias da vacina tríplice viral


É realizada dose única aos 12 meses com reforço aos 15 meses.


Administração da vacina


A injeção é feita via subcutânea no braço.     

Contraindicações


- Antecedente de reação anafilática sistêmica após a ingestão de ovo de galinha. Entende-se por reação anafilática sistêmica a reação imediata (urticária generalizada, dificuldade respiratória, edema de glote, hipotensão ou choque) que se instala habitualmente na primeira hora após o estímulo do alérgeno (ingestão de ovo de galinha, por exemplo);

- Gravidez

- Administração de imunoglobulina humana normal (gamaglobulina), sangue total ou plasma nos três meses anteriores.

-As vacinas com vírus vivos atenuados não devem ser aplicadas em crianças com deficiência adquirida ou congênita, exceto os pacientes HIV positivos que poderão ser vacinados.

- As crianças com neoplasias malígnas e sob efeito de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia só devem ser vacinadas após três meses da suspensão da terapêutica.

- Deve-se adiar a vacinação quando o paciente apresentar doença febril aguda grave, quando estiver sob uso de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia (adia-se a vacinação por três meses).

Não são contraindicações: vacinação recente contra a poliomielite, exposição recente ao sarampo, caxumba ou rubéola, história anterior de sarampo, caxumba ou rubéola e alergia a ovo que não tenha sido de natureza anafilática sistêmica.

Caso ocorra a administração de imunoglobulina humana normal, sangue total ou plasma nos 14 dias que se seguem à vacinação, revacinar três meses depois. As mulheres vacinadas deverão evitar a gravidez por 30 dias após a aplicação.

Efeitos adversos possíveis da vacina tríplice viral


Febre e erupção cutânea de curta duração, ocorrendo habitualmente entre o quinto e décimo dia depois da vacinação. Meningite, de evolução em geral benigna, que aparece duas a três semanas depois da vacinação. Artralgias e artrites, mais frequentes nas mulheres adultas. A frequência dos eventos varia de acordo com a cepa vacinal utilizada, particularmente em relação à vacina contra a caxumba.

Onde encontrar

A vacina está disponível nas redes pública e privada. Alguns convênios médicos cobrem esta vacina no sistema particular de saúde. Consulte sua operadora para ver se seu plano oferece essa cobertura.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Laboratórios públicos vão desenvolver heptavalente


 O encontro entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da França, François Hollande, trouxe avanços também no campo da saúde pública. Os dois mandatários anunciaram, em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (12), um acordo de cooperação técnico-científico para o desenvolvimento da vacina heptavalente.

A vacina terá capacidade de imunizar contra sete doenças - difteria, tétano, coqueluche, Hepatite B, Hib (Haemophilus influenza tipo B), meningite C e poliomielite. Esta combinação tem diversos benefícios, sendo um deles o de reunir, em apenas uma aplicação, vários componentes imunobiológicos. Isto evita que os pais tenham de levar os filhos várias vezes às Unidades Básicas de Saúd, além de melhorar a gestão pública dos materiais utilizados, com economia de seringas, embalagens e armazenamento. A vacina deve ser incluída no calendário básico das crianças no prazo de quatro anos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca a importância do novo imunobiológico para a ampliação da cobertura vacinal, evitando mortes infantis em consequência dessas doenças. “Além do conforto às crianças, por representar uma picada a menos, é uma medida eficiente para reduzir, ainda mais, as taxas de mortalidade infantil”, destaca.

A heptavalente vai substituir três vacinas: a pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo B e Hepatite B), a meningo C conjugada e a pólio injetável. O imunobiológico será desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Instituto Butantan e a Fundação Ezequiel Dias (Fundeb). O Brasil é o único país a liderar esta iniciativa no mundo.

O acordo de assistência técnica foi assinado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) com a Sanofi Pasteur e reforça os laços estabelecidos entre os dois países em janeiro de 2012, quando foi introduzida a vacina inativada contra a poliomielite (VIP) da Sanofi Pasteur no Programa Nacional de Imunizações. Após a transferência de tecnologia, os três laboratórios públicos vão ter o domínio de toda a cadeia de produção e, consequentemente, os custos de aquisição serão mais competitivos.

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações oferece, gratuitamente, 42 tipos de imunobiológicos utilizados na prevenção ou tratamento de doenças. A cobertura vacinal, nos últimos 10 anos, atingiu em média 95% para a maioria das vacinas do calendário infantil e em campanhas de vacinação.


Fonte: Fabiane Schimidt e Amanda Mendes / Agência Saúde

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ministério da Saúde amplia faixa etária de vacinação contra o HPV




Já em 2014 meninas dos 11 aos 13 anos receberão as duas primeiras doses



da redação do Jornal da Saúde
com informações do Portal da Saúde

O Ministério da Saúde está ampliando a faixa etária para a vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV), usada na prevenção de câncer de colo do útero. Já em 2014, meninas dos 11 aos 13 anos receberão as duas primeiras doses necessárias à imunização, a dose inicial e a segunda seis meses depois. A terceira dose deverá ser aplicada cinco anos após a primeira.

Com a adoção do esquema estendido, como é chamado, será possível ampliar a oferta da vacina, a partir de 2015, para as pré-adolescentes entre 9 e 11 anos de idade, sem custo adicional. Assim, quatro faixas etárias serão beneficiadas, possibilitando imunizar a população-alvo (9 a 13 anos). A modificação no esquema vacinal foi anunciada nesta quarta-feira (18) pelo secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, durante cerimônia de 40 anos do Programa Nacional de Imunizações (PNI), em Brasília.

“O esquema vacinal estendido adotado tem duas grandes vantagens. A primeira é que possibilita alcançar a cobertura vacinal de forma rápida com a administração das duas doses. Outro beneficio é que a terceira dose, cinco anos depois, funciona como um reforço, prolongando o efeito protetor contra a doença.” O Ministério da Saúde está investindo R$ 360,7 milhões na aquisição de 12 milhões de doses.

A inclusão do imunobiológico ao calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) foi anunciada em julho deste ano. Na época, a previsão era de administrar a vacina em pré-adolescentes de 10 e 11 anos, com dose inicial, a segunda um mês depois e terceira seis meses após a inicial. Entretanto, o Ministério da Saúde decidiu adotar o esquema estendido baseado em estudos recentes que comprovam a eficácia desta medida. Além disso, a estratégia segue recomendação da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e foi discutida com especialistas brasileiros que integram o Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Vale ressaltar que o esquema já é utilizado por países como Canadá, México, Colômbia, Chile e Suíça.

É a primeira vez que a população terá acesso gratuito a uma vacina que protege contra câncer. A meta é vacinar 80% do público-alvo, que atualmente soma 5,2 milhões de pessoas. O vírus HPV é responsável por 95% dos casos de câncer de colo do útero, apresentando a segunda maior taxa de incidência entre os cânceres que atingem as mulheres, atrás apenas do de mama.

A vacina, que estará disponível a partir de março de 2014 (1ª dose), é a quadrivalente, usada na prevenção contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (16 e 18) respondem por 70% dos casos de câncer. O imunobiológico para prevenção da doença é seguro e tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus.

As três doses serão aplicadas nas pré-adolescentes com autorização dos pais ou responsáveis. A estratégia de imunização será mista, ocorrendo tanto nas unidades de saúde quanto nas escolas públicas e privadas. A incorporação da vacina complementa as demais ações preventivas do câncer de colo do útero, como a realização rotineira do exame preventivo (Papanicolau) e o uso de camisinha em todas as relações sexuais.

A inclusão da vacina no SUS foi possível graças ao acordo de parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP), com transferência de tecnologia entre o laboratório internacional Merck Sharp & Dohme (MSD) e o Instituto Butantan, que passará a fabricar o produto no Brasil. A economia estimada na compra da vacina durante o período de transferência de tecnologia é de R$ 154 milhões. Além disso, a produção do imunobiológico contará com investimento de R$ 300 milhões para a construção de uma fábrica de alta tecnologia pelo Instituto Butantan, baseada em engenharia genética.

Sobre o HPV

O HPV é capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de 100 tipos. Do total, pelo menos 13 têm potencial para causar câncer. Estimativa da Organização Mundial da Saúde aponta que 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras da doença. No Brasil, a cada ano, 685 mil pessoas são infectadas por algum tipo do vírus.

Em relação ao câncer de colo do útero, estimativas indicam que 270 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. No Brasil, 5.160 mulheres morreram, em 2011, em decorrência deste tipo de câncer. Para 2013, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 17.540 novos casos.

O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, anualmente. Em 2012, foram realizados 11 milhões de exames no SUS, o que representou investimento de R$ 72,6 milhões. Do total, 78% foram na faixa etária prioritária. No ano passado, o investimento no atendimento e expansão dos serviços para tratamento de câncer na rede pública de saúde foi de R$ 2,4 bilhões, 26% maior que em 2010.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

SUS vai passar a oferecer vacina contra catapora




Público alvo é formado por crianças de 15 meses que já tenham tomado a primeira dose da tríplice viral

da redação do Jornal da Saúde
com informações do Portal da Saúde

O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), passa a oferecer a partir deste mês de setembro, em toda a rede pública de saúde, a vacina varicela (catapora) incluída na tetra viral, que também protegerá contra sarampo, caxumba e rubéola. A nova vacina vai compor o Calendário Nacional de Vacinação e será ofertada exclusivamente para crianças de 15 meses de idade que já tenham recebido a primeira dose da vacina tríplice viral. Com a inclusão da vacina, o Ministério da Saúde estima uma redução de 80% das hospitalizações por varicela (catapora).

“Com apenas uma injeção o Brasilvai poder proteger suas crianças contra quatro tipos de doenças. Hoje, temos dados que mostram que quase nove mil pessoas são internadas por ano pela varicela e temos mais de 100 óbitos. Além disso, facilita o trabalho dos profissionais e traz economia, pois usa-se apenas uma agulha, uma seringa, um único local de conservação”, declarou o ministro Alexandre Padilha.

Com a tetra viral, o SUS passa a ofertar 25 vacinas, 13 delas já disponibilizadas no Calendário Nacional Vacinação. Foraminvestidos R$ 127,3 milhões para a compra de 4,5 milhões de doses por ano. A população deve se informar no posto de saúde mais próximo para saber se a vacina tetra viral já está disponível. Isso porque alguns municípios ainda estão adequando a rotina à nova vacina, por causa da necessidade de capacitação dos profissionais para administração da dose ou pela dificuldade de distribuição para as salas de vacina em locais de difícil acesso. A previsão é que todas as 34 mil salas de vacinação distribuídas no Brasil estarão ofertando as doses até o final do mês.

A vacina tetra viral é segura - tem 97% de eficácia e raramente causa reações alérgicas. Não haverá campanha de vacinação, pois a vacina tetra viral será disponibilizada na rotina dos serviços públicos em substituição à segunda dose da vacina tríplice viral. A vacina evita complicações, casos graves com internação e possível óbito, além da prevenção, controle e eliminação das doenças sarampo, caxumba e rubéola.

Parcerias

A produção nacional da vacina tetra viral é resultado da parceria para transferência de tecnologia entre o laboratório público Bio-Manguinhos e o laboratório privado britânico GlaxoSmithKline (GSK). Nos acordos de transferência de tecnologia, firmados pelo Ministério da Saúde, a produção se dá por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), feito com os laboratórios públicos. Nessa parceria, os laboratórios da rede privada, são responsáveis por produzir o princípio ativo e transferir a tecnologia. Como contrapartida, o governo garante exclusividade na compra do medicamento por cinco anos.

Esta é a sétima parceria entre o laboratório privado GSK e o laboratório público Bio-Manguinhos. Desde 1980, os laboratórios produzem juntos as vacinas poliomielite, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) – que causa meningites e outras infecções bacterianas –, tríplice viral, rotavírus, dengue e pneumocócica conjugada, que protege contra a pneumonia e meningite causada por pneumococo.

Ao total, estão em vigor 35 PDPs para a produção de 33 produtos, sendo 28 medicamentos e quatro vacinas. As parcerias envolvem 37 laboratórios, 12 públicos e 22 privados, nacionais e estrangeiros.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Ministério da Saúde amplia acesso à vacina contra hepatite B







Foto: Wilson Dias/ABr

O Ministério da Saúde ampliou a faixa etária de vacinação contra a hepatite B. A partir de agora, homens e mulheres com até 49 anos poderão receber a vacina gratuitamente em qualquer posto de saúde. A medida beneficia um público-alvo de 150 milhões de pessoas – 75,6% da população total do Brasil. No ano passado, a idade limite para vacinação gratuita era até 29 anos. A vacina é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra a hepatite B e hepatite D.

O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, explica que a proteção é garantida quando a pessoa recebe três doses da vacina. A segunda dose deve ser aplicada 30 dias após a primeira e, a terceira, seis meses após a primeira. “Todas as crianças recém-nascidas nós já vacinamos, mas estamos expandindo a faixa etária a outros grupos visando à eliminação da doença no futuro. Ela é segura, feita com engenharia genética e não tem contraindicação”, ressaltou o secretário.

A vacina também é oferecida aos grupos mais expostos à doença, independentemente da faixa etária, como gestantes, manicures, pedicures, podólogos, caminhoneiros, bombeiros, policiais civis, militares, rodoviários, doadores de sangue, profissionais do sexo e coletores de lixo domiciliar e hospitalar. Em 2012, mais de 15,7 milhões de pessoas foram protegidas contra a hepatite B.

SOBRE A DOENÇA - As hepatites são doenças que atacam o fígado, um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Estimativas apontam que 2,3 milhões de brasileiros são portadores das hepatites, sendo (800 mil) do tipo B e (1,5 milhão) do tipo C. Toda a produção da vacina de hepatite B é feita pelo Instituto Butantan. O laboratório público abastece o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde desde 1996.

A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível, mas também pode ser transmitida pelo contato com sangue e por materiais cortantes contaminados, como alicate de unha. Por isso, o Ministério da Saúde alerta que, além do uso da camisinha em todas as relações sexuais, não se deve compartilhar escova de dente, alicates de unha, lâminas de barbear ou depilar. É importante também sempre usar materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e piercing, serviços de saúde, acupuntura, procedimentos médicos, odontológicos e hemodiálise.

SINTOMAS - Nem sempre a hepatite B apresenta sintomas. Quando aparecem, podem provocar cansaço, tontura ou ânsia de vômito. A pessoa pode levar anos para perceber que está doente. O diagnóstico e o tratamento precoce podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado, por exemplo. O teste, o tratamento e o acompanhamento das hepatites virais estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2012, foram distribuídos 759,2 mil testes rápidos para triagem de hepatite B. Outros 5,1 milhões de testes convencionais foram realizados no SUS.

Valéria Amaral / Agência Saúde

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vacinação contra gripe começa hoje










Meta do governo é imunizar mais de 30 milhões de pessoas dos grupos prioritários






Cerca de 65 mil postos de saúde em todo o país iniciam na segunda-feira (15) a campanha de vacinação contra a gripe. A meta é imunizar 31,3 milhões de pessoas que integram os chamados grupos prioritários – as gestantes, os idosos com mais de 60 anos, as crianças entre 6 meses e 2 anos, os profissionais de saúde, índios, a população carcerária e os doentes crônicos.


Este ano, mulheres em período de puerpério (até 45 dias após o parto) também vão receber a dose. Outra novidade é que pacientes com doenças crônicas podem ser imunizados nos postos de saúde e não apenas nos centros de referência. Basta apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação.


A campanha segue até o dia 26 de abril. Serão distribuídas cerca de 43 milhões de doses que, este ano, protegem contra os seguintes subtipos de influenza: A (H1N1) ou gripe suína, A (H3N2) e B.





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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Novo plano da OMS quer erradicar paralisia infantil até 2018





Primeira meta da entidade é eliminar todos os focos da doença até 2014



da redação do Jornal da Saúde

A Organização Mundial da Saúde pretende erradicar a poliomielite no mundo até 2018 e eliminar todos os focos da doença até 2014. Para isso, lançou um plano com diversas estratégias de combate à doença.

A estratégia foi anunciada em Washington na sede da Fundação Bill e Melinda Gates, cujo objetivo número um é combater esta doença contagiosa, também conhecida como paralisia infantil, e que afeta principalmente o sistema nervoso da criança.

Apesar da meta, ainda há obstáculos a superar, como acabar com a violência contra os vacinadores na Nigéria e Paquistão e levantar os 5 bilhões de dólares necessários para os próximos seis anos, indicaram os pesquisadores da Iniciativa Global para a Erradicação da Pólio (GPEI).

Este ano, a primeira etapa da campanha de vacinação no contra a paralisia infantil no Brasil está marcada para o dia 08 de junho. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem comparecer aos postos de vacinação pra receber as duas gotinhas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Anvisa indica vacina de HPV para prevenir também o câncer anal



Doses já eram recomendadas no país contra tumor de colo do útero.
Vacina, que ainda não chegou ao SUS, é mais eficaz entre 9 e 26 anos.



Luna D'AlamaDo G1, em São Paulo



saiba mais

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação para a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV): o câncer anal. As três doses recomendadas, que ainda não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) – apenas na rede privada –, já têm sido usadas para prevenir o câncer do colo do útero.

A aplicação da vacina de HPV tem maior eficácia se for feita antes do início da atividade sexual de mulheres e homens, principalmente na faixa dos 9 aos 26 anos. Isso porque, nessa fase, as pessoas ainda não se expuseram tanto ao vírus, que é uma doença sexualmente transmissível (DST).
                             Vacina contra HPV é indicada dos 9 aos 26 anos (Foto: Joe Raedle/Getty Images North America/Arquivo AFP)

A decisão da Anvisa se baseou em um estudo da Universidade da Califórnia em San Francisco, nos EUA, que foi publicado em outubro de 2011 na revista científica "New England Journal of Medicine".

A pesquisa mostra que a vacina de HPV para evitar o câncer anal é segura e eficaz, e que, embora esse tipo de tumor seja menos comum, o número de casos tem aumentado muito nos últimos anos nos EUA, principalmente entre homens homossexuais e pacientes com HIV.

Segundo o professor Joel Palefsky, que conduziu o estudo clínico com 602 voluntários homens, quase 6 mil americanos são diagnosticados por ano com câncer anal, e mais de 700 morrem. O trabalho aponta, ainda, que a infecção pelo HPV é a mais comum por via sexual no país.

Os homens analisados eram homossexuais de países como EUA, Canadá, Brasil, Austrália, Croácia, Alemanha e Espanha. Todos haviam mantido entre um e cinco encontros sexuais quando tinham entre 16 e 26 anos. Os participantes foram divididos em dois grupos: em um, foi aplicada a vacina Gardasil, que protege contra os quatro principais tipos de HPV (6, 11, 16 e 18), e o outro recebeu placebo (substância sem princípio ativo nem efeitos colaterais).

Os tipos 6 e 11 costumam causar verrugas no ânus e nos genitais, enquanto o 16 e o 18 estão mais envolvidos em casos de câncer. Os pacientes integraram o estudo entre 2006 e 2008, e foram acompanhados por mais três anos após a última dose da vacina.

Os resultados mostraram que a imunização diminuiu a incidência de lesões pré-cancerosas em quase 75% entre os homens que não haviam sido expostos anteriormente a nenhum dos tipos virais presentes nas doses. Entre aqueles que já haviam tido contato com essas cepas, a eficácia foi de 54%.

Câncer anal no Brasil
O câncer anal ocorre no canal e nas bordas externas do ânus. É diferente do tumor colorretal, que atinge as regiões do cólon e reto, segmentos anteriores do intestino grosso.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor do canal anal é mais frequente em mulheres, enquanto o que surge nas bordas ocorre mais em homens. A doença é considerada rara, e representa de 2% a 4% de todos os tipos de câncer que atingem o intestino grosso. A faixa etária mais predisposta é após os 50 anos, mas adultos jovens têm manifestado bastante o problema nos últimos anos.

Em 2010, o Inca registrou 274 mortes por câncer de ânus no Brasil – 176 mulheres e 98 homens. Infecções por HPV, HIV e outras DSTs – como gonorreia, herpes genital, clamídia e condilomatose – estão ligadas ao tumor anal. Fazer sexo sem camisinha, ter feridas no ânus, altos níveis de estresse, fazer uso crônico de corticoides (que baixam a imunidade) e fumar também contribuem para a doença.

De acordo com o cirurgião colorretal Marcelo Averbach, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o câncer anal provoca lesões na borda da região e desconforto ao evacuar. O cirurgião do aparelho digestivo Fabio Atui, do ambulatório de proctologia e DST/Aids do Hospital das Clínicas (HC) da USP, diz que também pode haver endurecimento da borda anal e sangramento, o que leva a pessoa a achar que tem hemorroida. Dor, ardor, coceira, secreções, alterações dos hábitos intestinais e incontinência fecal são outros sinais que podem ocorrer, diz o Inca.

"O diagnóstico é feito com um toque retal e um esfregaço que usa uma escovinha semelhante à do papanicolau no colo do útero. Já o tratamento é por rádio e quimioterapia, e eventualmente se indica cirurgia", explica Atui. As chances de cura são grandes quando a doença é detectada em estágio inicial.

Segundo o médico, a vacina de HPV pode, no futuro, também ser indicada contra câncer de boca e garganta, outros tipos ligados a esse vírus. Atui ressalta, ainda, que a vacina protege apenas contra as quatro cepas principais, o que não evita que haja infecção ou alguma doença pelas outras mais de cem variações de HPV.

"A grande maioria da população sexualmente ativa já teve contato com esse vírus. Com o decorrer dos anos, o próprio sistema imune do organismo protege contra o HPV. Mas quem tem deficiências imunológicas fica mais vulnerável", afirma.

Como formas de prevenção, é indicado fazer sexo anal sempre com preservativo, pois há bactérias no intestino e microfissuras no ânus que podem facilitar uma infecção. O Inca também recomenda manter uma dieta balanceada, com pelo menos cinco porções diárias (400 g) de frutas, legumes e verduras, além de pouca gordura. Além disso, exercícios físicos regulares reduzem o risco de câncer em geral.

HPV (Foto: Arte/G1)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Cientistas espanhóis criam vacina que controla HIV temporariamente



Nova dose consegue conter o vírus da Aids por, no máximo, um ano. Em testes com pacientes, imunização reduziu carga viral em mais de 90%.




Da redação do Jornal da Saúde
com informações do G1


Em testes feitos com pacientes, a vacina conseguiu controlar temporariamente a replicação viral do HIV, com redução da carga superior a 90%. Essa situação é similar à resposta obtida com terapia de medicamentos antirretrovirais.

No entanto, a vacina só consegue controlar o vírus da Aids por um ano, no máximo. Depois disso, os doentes precisam voltar a tomar remédios antirretrovirais. Por essa razão, a equipe vai trabalhar para combinar essa dose com outras medidas.

Apesar disso, a vacina representa um avanço no controle da doença sem os antirretrovirais usados agora e que precisam ser tomados por toda a vida.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Oferta de vacina contra HPV na rede pública impõe desafios ao governo




Esperado para 2012, o anúncio da nova vacina, que pode proteger contra verrugas e o vírus ligado ao câncer de colo uterino e outros, deve levar ainda um tempo




Da redação do Jornal da Saúde
com informações da Folha de São Paulo

Há duas vacinas na competição: uma oferece proteção contra dois tipos do vírus ligados ao câncer; outra protege contra esses e outros dois tipos causadores das verrugas. Nos dois casos, a produção será feita em um laboratório público, que receberá transferência de tecnologia de uma empresa estrangeira.
Segundo Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, a pasta considerou limitadas as propostas já feitas ao governo.

Além dos preços, o Ministério quer detalhes sobre o volume de investimentos nos laboratórios brasileiros que cada proposta demandará.

Escolhida a vacina, há uma estratégia a ser delineada.
Segundo o secretário, será preciso explicar bem a necessidade da vacina. "Algumas mães podem resistir, por parecer que a gente está achando que a filha dela vai teratividade sexual."
Barbosa diz que, para ser mais eficaz, a vacina deve ser tomada antes do contato da menina com o vírus, o que pode ocorrer mesmo com a relação sexual incompleta. "Estudos mostram que, a partir dos 13 anos, 30% já têm alguma atividade sexual."

Uma pesquisa feita em Barretos (SP) entre 2010 e 2011 procurou medir a aceitação dessa vacina dentro das escolas. A imunização foi oferecida a 1.500 meninas do 5º e do 6º ano das escolas públicas e privadas.
A aceitação foi superior a 90%, diz José Humberto Fregnani, diretor científico do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital de Câncer de Barretos.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ministério da Saúde envia 2 milhões de doses de vacinas ao Haiti




Iniciativa é uma das ações da cooperação entre Brasil, Cuba e Haiti




Da redação do Jornal da Saúde
Com informações da Agência Brasil

O Ministério da Saúde enviou 2 milhões de doses de vacina ao Haiti para fortalecer o programa de imunização no país. A ação faz parte da cooperação internacional firmada entre Brasil, Cuba e Haiti para ajudar na recuperação dos estragos causados pelo terremoto de 2010. A remessa inclui as vacinas BCG (Bacilo Calmette-Guérin) – usada na prevenção de formas graves de tuberculose –, as de combate à poliomielite, a DPT (difteria, tétano, coqueluche) e a DT (difteria e tétano), além de 260 mil seringas.

Com a ação, o Brasil totaliza o envio de 6 milhões de vacinas só em 2012, e 8,7 milhões desde 2010, quando começou a cooperação tripartite Brasil-Cuba-Haiti.

A pasta lançou também uma ação de reforço para a reestruturar a vigilância epidemiológica no Haiti. As medidas incluem contratação de profissionais especializados na prevenção e controle de doenças transmissíveis e apoio operacional, financeiro e material. Também foram adquiridos equipamentos como notebooks, impressoras, telefones celulares e 11 veículos.

Além disso, o governo brasileiro financiou a reconstrução de dois laboratórios responsáveis pelo diagnóstico da malária, dengue, tuberculose, hanseníase e do cólera, além do controle de vetores e insetos. Nos próximos anos, deve ser concluída a construção de três hospitais e um centro de assistência a pessoas com deficiência.


* O Jornal da Saúde é um telejornal ao vivo. Exibido todo dia, às 13h. Reprise às 16h30 e às 18h30. Veja vídeos de nossas edições anteriores.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Saúde repensa vacina da febre amarela












O governo federal vai rever a política de vacinação de febre amarela. A ideia é tentar limitar as áreas de risco e, com isso, a indicação de imunização de rotina.

Atualmente, moradores de 3.527 municípios devem manter a vacinação em dia contra a doença — o equivalente a 45,44% da população brasileira. Em 2001, a recomendação era bem mais limitada: 1.943 cidades eram consideradas como de risco para a febre amarela.

A maior velocidade na expansão das áreas de risco ocorreu nos últimos cinco anos. De 2009 para cá, por exemplo, 809 cidades foram incluídas na lista de vacinação obrigatória. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirma:

— “Temos de analisar se tal expansão é de fato necessária. Se a lógica for mantida, dentro de algum tempo quase todo o País terá vacinação contra febre amarela.

Pelos critérios atuais, são consideradas áreas de risco aquelas que registram casos em humanos e a presença de animais com a doença. Barbosa defende que outros pontos sejam avaliados. “A vacina também traz seus riscos”, diz. Para ele, não faz sentido, por exemplo, determinar que uma cidade toda passe a ser vacinada diante da confirmação de contaminações isoladas, contraídas numa viagem.

— “Será que uma senhora de 70 anos, moradora de um centro urbano, tem de fato necessidade de ser imunizada? Efeitos colaterais da vacina são raros. Mas, quando ocorrem, podem ser muito graves - choque anafilático, encefalite, febre amarela provocada pela vacina. Problemas que podem levar à morte. “É preciso pesar custos e benefícios”.

Novo mapa

A expectativa é a de que o novo mapa seja definido até março. A proposta é de, em vez de vacinar toda população de uma região, dirigir esforços para grupos que mais se expõem ao risco de contato com ambientes silvestres, como jovens que fazem ecoturismo, pessoas que trabalham no campo.

— “A proteção estaria garantida e, ao mesmo tempo, reduziríamos o risco de uma vacinação desnecessária”.

Isso valeria, no entanto, para áreas onde o risco da doença fosse menor.

Na revisão, serão analisados os ecossistemas do País e a circulação do vírus entre primatas. Nesta semana, uma equipe do ministério deve conhecer um modelo matemático desenvolvido em São Paulo. “São estudos que avaliam os riscos das regiões do Estado”, conta o professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde de SP, Marcos Boulos. O professor observa que, qualquer que seja a escolha, ela pode ser polêmica:

— “Estaremos entre a cruz e a caldeira. Mas é uma avaliação que tem de ser feita.”

Barbosa diz ser importante fazer a revisão agora, quando a cobertura vacinal da população é alta.

— “Boa parte dos brasileiros está protegida. Podemos, em vez de fazer uma vacinação para todos, centralizar esforços naqueles com maior exposição.” Além das áreas de risco, o governo vai rever a indicação para as doses de reforço, hoje recomendadas a cada dez anos.

A mudança no período de reforço, explica Barbosa, dependerá da conclusão de estudos em curso. “Dados preliminares apontam que o prazo para revacinação pode ser maior.” Ainda não há data para mudança.

A febre amarela silvestre é transmitida pelo mosquito Haemagogus contaminado. Nas matas, macacos são o principal reservatório do vírus. O homem pode ser infectado quando ingressa em uma região de risco sem estar vacinado. O clima quente favorece a proliferação dos criadouros. E, com o desmatamento, primatas muitas vezes são forçados a se aproximar das cidades. Essa é a justificativa para ampliar a área considerada de risco. “

Além disso, afirma Barbosa, critérios rigorosos foram adotados também pelo receio do retorno da febre amarela urbana”.

Leia mais: http://www.bloginfosaude.com/news/saude-repensa-vacina-da-febre-amarela-/

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Operação Curumim: Mais de 14 mil indígenas serão vacinados





                                                         Foto: Corbis Images

Os Ministérios da Saúde e da Defesa vão estar na região amazônica, a partir desta segunda-feira (05), com equipes compostas por médicos, enfermeiros e dentistas para atender mais de 14 mil indígenas que moram em aldeias de difícil acesso e onde há concentração de casos de mortalidade infantil e materna. A ação, batizada de Operação Curumim, vai começar no município de São Gabriel da Cachoeira, localizado no extremo noroeste do estado do Amazonas.

A diretora do Departamento de Atenção à Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Mariana Maleronka, explica como será a rotina dos profissionais de saúde na Amazônia.”As equipes vão permanecer em área durante um mês, tirando Alto Solimões, que é um lugar muito distante mas com uma população menor. Ali, vão entrar em área em conjunto o Ministério da Saúde, com as suas equipes, e o Ministério da Defesa, que vai fazer o transporte, toda a logística, vai dar suporte para as equipes dormirem, comerem, conseguirem permanecer em área durante um período menor que é de 10 dias.”

Os principais problemas que devem ser combatidos pelo Ministério da Saúde durante a Operação Curumim são diarréia e complicações respiratórias encontradas em adultos. Além disso, a diretora do Departamento de Atenção à Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Mariana Maleronka, explicou também que os indígenas ainda poderão realizar exames de rotina.”É importante ressaltar que durante as atividades, vão ser feitas atividades de rotina, como pre natal, avaliação nutricional, atividades que, na verdade, detectam riscos para que a gente possa programar melhor as ações continuas das equipes.”

Durante a última Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o Ministério da Saude esteve no Acre para atender a população indígena do Estado. Ao todo, foram realizados 2.379 atendimentos médicos, 1.050 odontológicos e 2.201 de enfermagem.




Fonte:Débora Rocha / Web Rádio Saúde

sábado, 3 de novembro de 2012

Brasil vai produzir mais 19 medicamentos e duas novas vacinas




Foto: Erasmo Salomão – Ascom/MS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta quarta-feira (31), durante a 3ª Reunião do Comitê Executivo e Conselho de Competitividade do Complexo da Saúde, acordos para a ampliação de 20 novas Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs) para a produção nacional de medicamentos e vacinas ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que o governo tenha uma redução de aproximadamente 40% do total de gastos – cerca de R$ 940 milhões por ano com a compra dos 21 produtos firmados nas novas parcerias.

“Este esforço de combate ao desperdício com a produção nacional de medicamentos permite que coloquemos mais medicamentos de graça para atender à população, como fizemos, por exemplo, os de hipertensão, diabetes e asma. Incorporamos, também, o medicamento para o tratamento do câncer, o Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama. O destino dessa economia é exatamente este: colocarmos medicamentos de graça para a população. No ano que vem, teremos investimento de R$ 1, 4 bilhão”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A fabricação de um medicamento de última geração indicado para o tratamento de Hemofilia A – o Fator VIII Recombinante – é uma das novidades incorporadas na PDP. No total, serão produzidos 19 medicamentos e duas vacinas envolvendo 29 laboratórios, sendo 12 públicos e 17 privados. São 11 classes terapêuticas de medicamentos: antiasmáticos, antiparkinsonianos, antipsicóticos, antirretrovirais, biológicos, distúrbios hormonais, hemoderivado, imunobiológicos, imunoestimulantes, imunossupressores e oncológicos. O medicamento oncológico Docetaxel e as vacinas Tetraviral e Hepatite A estarão disponíveis no SUS a partir do próximo ano.

“Hoje lançamos um conjunto de PDP e eu gostaria de chamar a atenção para a transferência de tecnologia do fator VIII Recombinante produzido pela Baxter para a Hemobrás. Esta parceria coloca a Hemobrás na fronteira dos produtos de coagulação. Isso permite que ao longo dos anos possamos produzir este fator para o desenvolvimento do medicamento, beneficiando, assim, a população com problemas de hemofilia. Ela será uma das três empresas do mundo que produzirá este medicamento”, destacou o ministro. Nos acordos de transferência de tecnologia, firmados pelo Ministério da Saúde, o ministério é responsável pela compra dos medicamentos. Já os laboratórios estrangeiros são os responsáveis por produzir o princípio ativo e transferir aos laboratórios brasileiros a tecnologia para a produção nacional do medicamento ou da vacina. Como contrapartida, o governo garante exclusividade na compra do medicamento por cinco anos.

Outro ponto em destaque apresentado refere-se à incorporação das vacinas Tetraviral e Hepatite A. “Propomos um desafio para que os laboratórios públicos apresentem ao Ministério da Saúde propostas de parcerias de desenvolvimento produtivo com laboratórios privados que detém a tecnologia da vacina do HPV. Até dezembro deste ano, queremos analisar as propostas para firmar transferências de tecnologia”, concluiu Padilha.


PDPs – Atualmente, estão em vigor 34 PDPs. Com os acordos firmados nesta quarta-feira, entrará em vigor um total de 55 PDPs para a produção nacional de 47 medicamentos, cinco vacinas, um contraceptivo DIU, um teste rápido e um acordo para pesquisa e desenvolvimento (P&D). Cerca de 50 parceiros estão envolvidos nestas parcerias. Desses, 15 são laboratórios públicos e 35 privados. Estima-se que essas PDPs resultem em uma economia anual aproximada de R$ 2,5 bilhões para os cofres públicos.

Cada PDP firmada é acompanhada e avaliada periodicamente. Caso seja comprovado o descumprimento de alguma etapa prevista no cronograma de execução, o acordo pode ser cancelado. Em situações como essa, o Ministério da Saúde reabre o processo de análise e aprovação de uma nova parceria para a produção do mesmo medicamento.

Gabriella Vieira / Blog da Saúde

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

BCG e sua importância..

                                       Leila, nossa querida Técnica de enfermagem preparando a BCG




Manoela  e sua mãe colaborando com o blog 
Amigos da saúde










A vacina contra tuberculose, denominada BCG, é produzida a partir de cepas atenuadas, portanto vivas, do Mycobacterium bovis ou Bacilo Calmette Guérin. A produção no Brasil é na forma liofilizada, devendo ser mantida em geladeira das clínicas de vacinação entre +2 e +8ºC. As crianças devem ser vacinadas a partir do nascimento, de preferência no berçário, sempre por via intradérmica, no braço direito, na altura da inserção inferior do músculo deltoide  sem o emprego prévio ou posterior de antissépticos. A dose preconizada para todas as idades é de 0,1 ml de uma só vez, sendo a população prioritária os menores de um ano de idade. O Ministério da Saúde do Brasil indica a aplicação de reforço da vacina BCG, que pode ser realizado entre 6 e 14 anos de idade. Tal reforço não tem sido sistemático e reservado para as pessoas com maiores riscos para esta infecção ou a partir de critérios epidemiológicos regionais analisados pelas Secretarias Estadual e Municipal de Saúde. A aplicação no berçário do BCG visa reduzir a incidência da tuberculose pulmonar e outras formas graves desta doença que acometem as crianças antes de 4 anos de idade. Após a aplicação da vacina os sintomas mais freqüentes são o aparecimento de nódulo no local da aplicação que costuma evoluir para úlcera e crosta, com duração média de oito a 10 semanas e não provoca, em geral, reações como febre ou mal-estar. Algumas vezes, em virtude da resposta exagerada à vacinação BCG, ou pela aplicação profunda da vacina, ou pela dose maior que recomendada, a ulceração poderá ser demasiadamente grande e acometer os gânglios linfáticos regionais. Trata-se de reações benignas que curam espontaneamente, embora às vezes isso possa demorar alguns meses. Outras reações que podem ocorrer são as úlceras necróticas, erupção maculosa, reação lupóide e osteíte. Raríssima é a infecção tuberculosa disseminada pela vacina do BCG que pode ocasionar a doença e que pode acontecer nos pacientes mal selecionados, imunodeprimidos e pessoas com doenças crônicas debilitantes. Como não há dados disponíveis sobre os efeitos do BCG em adultos infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV-SIDA-AIDS), sintomáticos ou não, a vacinação não deve ser recomendada para esses casos. A vacina BCG não está contra-indicada para crianças com HIV+, porém se houver sinais de imunodeficiência, não deverá ser vacinada. Recomenda-se adiar a aplicação da vacina BCG em recém-nascidos com peso inferior a 2.500g, pessoas com doenças eruptivas, estados febris ou doenças graves e naquelas em uso de corticóides e outros imunossupressores e gestantes. Para se testar laboratorialmente a imunização contra a tuberculose através da reação de Mantoux, também conhecida como teste do PPD. Este teste consiste em inocular um antígeno do bacilo causador da tuberculose na superfície da pele e depois de alguns dias analisar o tamanho da hiperemia dermatológica ocasionada pela reação inflamatória. Caso a reação seja intensa, dita positiva, fica comprovado a imunidade ativa, caso contrário, dita negativa, a imunidade poderá estar inativa. A vacina do BCG leva à positividade do PPD em cerca de 75% a 80% dos casos após seis meses da aplicação. Nos casos em que o teste se mostrar negativo, o reforço vacinal do BCG deve ser realizado se no local da pele da primeira aplicação não ocorreu a reação inflamatória prevista, ou seja, a úlcera e a crosta. Outro indicação do reforço da vacina do BCG é para as pessoas que tiveram contato prolongado ou convivência com infectados pela tuberculose.

- Estas informações foram resumidas da literatura médica e da experiência do autor.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Exercícios sobre vacina Penta VIP












domingo, 1 de julho de 2012

'Vacina contra o cigarro' bloqueia a nicotina no cérebro de ratos

 





                                              Fumantes poderão um dia ser imunizados contra a nicotina para que deixem de sentir prazer com o hábito, segundo pesquisadores nos Estados Unidos.

Os especialistas do Weill Cornell Medical College, em Nova York, criaram uma vacina que leva o organismo do vacinado a produzir anticorpos que atacam a nicotina.

O estudo, feito com ratos de laboratório e publicado na revista científica Science Translational Medicine, mostrou que os índices da nicotina no cérebro dos animais foram reduzidos em 85% após a vacinação.

Serão necessários anos de pesquisa antes que a vacina possa ser testada em humanos. Entretanto, o coordenador do estudo, Ronald Crystal, está convencido de que haverá benefícios.

"Parece-nos que a melhor forma de tratar a dependência crônica por nicotina associada ao fumo é ter esses anticorpos fazendo patrulha, limpando o sangue antes que a nicotina possa ter qualquer efeito biológico", ele disse.

Nova abordagem

Outras "vacinas contra o fumo", que treinam o sistema imunológico para produzir anticorpos que se acoplam à nicotina, foram desenvolvidas no passado. Esse é o mesmo método usado em vacinações contra doenças.

O desafio até agora tem sido conseguir produzir anticorpos suficientes para impedir que a droga entre no cérebro e produza a sensação de prazer.

Os cientistas do Weill Cornell Medical College, no entanto, usaram um caminho completamente diferente: eles optaram por criar uma vacina baseada em terapia genética que, segundo eles, é mais promissora.

Um vírus geneticamente modificado contendo instruções para a fabricação de anticorpos de nicotina é usado para infectar o fígado do vacinado. Isso transforma o órgão em uma fábrica desses anticorpos.

Após receber injeções de nicotina, ratos que haviam sido imunizados apresentaram 85% menos nicotina em seus cérebros do que um outro grupo de ratos que não havia sido vacinado.

Não se sabe se isso pode ser repetido em humanos ou se esse índice de redução seria suficiente para ajudar fumantes a abandonar o hábito.

Crystal disse que se tal vacina puder ser criada, "as pessoas saberão que se começarem a fumar novamente, não vão sentir prazer devido à vacina contra a nicotina e isso pode ajudá-las a abandonar o hábito".

"Temos muita esperança de que esse tipo de estratégia (de desenvolvimento da) vacina possa finalmente ajudar milhões de fumantes que tentaram parar, tentaram todos os métodos existentes no mercado hoje, mas sentem que a dependência por nicotina é tão grande que acaba derrotando todas essas abordagens atuais."

'Impressionante'

Também há questões relacionadas à segurança de terapias genéticas em humanos que precisarão ser respondidas.

Darren Griffin, professor de genética da University of Kent, na Inglaterra, disse que os resultados do estudo são "impressionantes e intrigantes, com grande potencial", mas avisou que ainda há muitas questões que precisam ser resolvidas.

Para ele, a questão principal é saber "se os efeitos bioquímicos nos ratos de laboratório se traduziriam em uma dependência reduzida em humanos, uma vez que essas dependências podem ser tanto físicas como psicológicas".

Simon Waddington, do University College London, disse: "A tecnologia em que se baseia a terapia genética está melhorando o tempo todo e é animador ver esses resultados preliminares sugerindo que (a terapia genética) poderia ser usada para resolver o problema da dependência por nicotina".

Se tal vacina fosse criada, poderia haver também questões éticas. Por exemplo, em relação à vacinação de pessoas na infância, antes de que começassem a fumar.

sábado, 16 de junho de 2012

Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho, fazendo a diferença em mais uma campanha de vacinação










































































                                        Campanha na policlínica é sempre um verdadeiro sucesso, porque aproveitamos a oportunidade para abordar varios temas sobre saúde, nesta estamos abordando , saúde da criança, do adolescente, do idoso, da mulher, bucal, do trabalhador, medicina auternativa, nutrição, Dengue  e DST, ainda várias atrações para os nossos baixinhos, como bola, pipoca, e muito som! Venha fazer parte dessa festa!

Vale resaltar que até as 10:00 horas já vacinamos 367 crianças, foras as vacinas de rotina que também estamos fazendo atualização da caderneta dos nossos pequenos que estavam emn atraso.

 
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